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1981 - Apenas Para Seus Olhos

 "Apenas Para Seus Olhos" (For Your Eyes Only), de 1981, décimo segundo da série James Bond e quinto filme do ator britânico Roger Moore no papel principal, então com 54 anos, traz agora a direção de John Glen. Após o estrondoso sucesso de Moonraker, a franquia retorna à sua essência, tratando de assuntos geopolíticos.

É baseado no oitavo livro publicado por Ian Fleming, que trata-se de um livro de contos. O filme foi baseado em dois desses contos: For your Eyes Only e Risico.

Porém, antes de entrarmos na trama do filme, há um acerto de contas que precisa ser resolvido. James Bond visita o túmulo de sua esposa, Teresa Bond, ou a condessa Teresa di Vicenzo, morta em 1969 por Blofeld, no 6o filme da franquia, “007 A Serviço Secreto de sua Majestade”. Na lápide está a frase “Nós temos todo o tempo do mundo”.

Logo depois Bond irá confrontar seu velho inimigo Blofeld, que está em uma cadeira de rodas, consequência do último encontro entre os dois rivais. O vilão não aparece diretamente, mas a cena deixa claro que se trata do chefe da Spectre. Bond tem a chance de se vigar e não a deixa passar. Em 2015 teremos uma reviravolta com esse personagem.

Após esse embate nas primeiras cenas, entramos então na história do filme, que está situada na região dos Balcãs, mais precisamente, no mar Jônico, entre a Albânia e a Grécia.

No mar Jônico, o barco de pesca St. George' Valleta é atingido por uma mina naval. Na verdade tratava-se o de um navio espião britânico de reconhecimento e que estava equipado com o sistema A.T.A.C, uma tecnologia que vem a ser o elemento central da trama.

ATAC significa Automatic Targeting Attack Communicator (em português: Comunicador Automático de Ataque e Mira).


Ele é um dispositivo de controle usado pela Marinha Real Britânica para transmitir ordens de ataque a submarinos armados com mísseis Polaris. Se caísse em mãos inimigas, permitiria que esses submarinos fossem controlados remotamente — ou que seus mísseis fossem redirecionados contra alvos aliados.


A história do filme gira em torno da corrida entre James Bond e os soviéticos para recuperar o ATAC após o afundamento de um navio britânico que o transportava.


No final de “For Your Eyes Only”, James Bond consegue recuperar o ATAC antes dos soviéticos. Porém, quando está prestes a entregá-lo, o General Gogol (KGB) chega de helicóptero para reivindicar o dispositivo.


Bond então pega o ATAC e, diante de Gogol, o arremessa contra as pedras, destruindo-o completamente. Esse gesto foi bastante sábio, pois se Bond entregasse o ATAC aos britânicos, poderia gerar uma escalada de tensão com os soviéticos,  e se caísse nas mãos da KGB, seria uma enorme ameaça ao Ocidente.  Ao destruí-lo, Bond elimina a possibilidade de qualquer lado obter vantagem, evitando uma crise internacional em plena Guerra Fria.

Esse final é simbólico porque mostra 007 agindo não só como agente britânico, mas também como alguém que busca o equilíbrio de poder, impedindo que a tecnologia militar desestabilize o mundo

O casal de arqueólogos Havelock, contratados pelo MI6 para localizar o navio afundado, é assassinado por ordem de um contrabandista grego chamado Aris Kristatos. A filha deles, Melina Havelock, sobrevive e busca vingança.


Bond investiga e cruza o caminho de Melina, que já matou o assassino dos pais com sua besta. Eles acabam se unindo, mesmo que inicialmente com objetivos diferentes.


Bond recebe informações contraditórias: Kristatos finge ser aliado dos britânicos e acusa o rival Milos Columbo (conhecido como “O Pombo”) de estar a serviço dos soviéticos

Mais tarde, Bond descobre que Kristatos é o verdadeiro traidor e Columbo, na verdade, um aliado inesperado.

Bond viaja pela Grécia, Itália e Albânia em várias missões de investigação e ação.

Inclui a famosa cena de esqui, perseguições de carros (Bond dirigindo um humilde Citroën 2CV), e o ataque em Cortina.

Ele também enfrenta a patinadora Bibi Dahl, patrocinada por Kristatos, que tenta seduzi-lo, mas Bond recusa.

Bond e Melina descem ao navio afundado para recuperar o ATAC. Eles conseguem, mas são capturados por Kristatos.

Kristatos não os mata de imediato. Ele os amarra e os arrasta por trás do barco (a famosa cena da tortura marítima com tubarões e corais).

Eles conseguem escapar graças à determinação de Melina.

Kristatos leva o ATAC para entregar ao general soviético Gogol.

Bond, Melina e Columbo escalam um mosteiro nos penhascos de Meteora em uma sequência de alpinismo cheia de suspense.

Há a luta final: Columbo mata Kristatos, Bond recupera o ATAC.

Quando Gogol chega de helicóptero, Bond joga o ATAC contra as pedras, destruindo-o, e ironicamente diz:

“Diga ao seu chefe que a détente ainda funciona.”

Gogol sorri e vai embora, reconhecendo o equilíbrio mantido.

Bond e Melina têm seu momento romântico final no iate dela.

Moneypenny e o Primeiro-Ministro britânico acompanham a cena através de uma ligação em vídeo (com humor típico da série).

Bond impede que o dispositivo ATAC caia em mãos soviéticas, vinga os Havelock junto de Melina e restaura o equilíbrio de poder destruindo o aparelho.


O filme reflete e comunica indiretamente algumas tensões geopolíticas e estratégicas ligadas à região dos Balcãs, especialmente se contextualizado com a Guerra Fria.

A localização da Grécia no Mediterrâneo, próxima a países do Pacto de Varsóvia (como a Albânia), reforça sua posição geopolítica estratégica.

O fato de o aparelho ATAC ter caído em águas próximas da Grécia e da Albânia sugere o papel da região como ponto de tensão entre o Ocidente (OTAN) e o Bloco Soviético.

A Grécia havia passado por uma ditadura militar (1967–1974) e vivia, nos anos 1980, uma fase de reconstrução democrática. Embora o filme não explore isso diretamente, a presença de intrigas políticas, corrupção e figuras ambíguas (como Kristatos, que coopera secretamente com a KGB) pode ser lida como uma crítica velada à vulnerabilidade política do país.

A rivalidade entre Kristatos e Columbo (personagens gregos com ligações internacionais) mostra como potências externas influenciavam e operavam dentro da Grécia através de agentes locais.

O uso de paisagens icônicas gregas (como Meteora, Corfu e Atenas) reforça o imaginário ocidental da Grécia como berço da civilização, mas também como um lugar de mistério e conflito moderno, contrastando tradição e instabilidade contemporânea.

O papel da Grécia na Guerra Fria foi estratégico e bastante relevante, mesmo sendo um país pequeno, por causa da sua posição geográfica no sudeste europeu, vizinha dos Bálcãs, da Turquia e próxima ao Oriente Médio. 


1. Guerra Civil Grega (1946–1949)

  • Foi um dos primeiros conflitos da Guerra Fria, logo após a Segunda Guerra Mundial.

  • De um lado, o governo grego, apoiado pela Grã-Bretanha e depois pelos Estados Unidos.

  • Do outro, os comunistas gregos, apoiados pela Iugoslávia, Albânia e, em parte, pela Bulgária.

  • A vitória das forças governistas, graças à ajuda norte-americana, consolidou a Grécia como parte do bloco ocidental.


2. Doutrina Truman (1947)

  • O caso da Grécia foi fundamental para o lançamento da Doutrina Truman, pela qual os EUA declararam que ajudariam países ameaçados pelo comunismo.

  • A ajuda econômica e militar dos EUA à Grécia (e à Turquia) marcou o início da política de contenção contra a expansão soviética.


3. Alinhamento ao Ocidente

  • A Grécia ingressou na OTAN em 1952, junto com a Turquia.

  • Sua posição estratégica no Mediterrâneo oriental foi vista como essencial para conter a influência soviética nos Bálcãs e no Oriente Médio.


4. Tensões Internas e Golpe Militar (1967–1974)

  • O país sofreu forte instabilidade política.

  • Em 1967, um golpe militar instaurou a chamada "Ditadura dos Coronéis", apoiada de forma tácita pelos EUA por ser anticomunista.

  • Esse regime durou até 1974, quando caiu após a crise de Chipre.


5. Questão de Chipre

  • A disputa entre Grécia e Turquia sobre Chipre gerou tensões dentro da própria OTAN.

  • Em 1974, a Turquia invadiu a ilha após uma tentativa de golpe apoiado por nacionalistas gregos. Isso criou um atrito entre dois aliados estratégicos do Ocidente.


6. Integração Europeia

  • Depois da ditadura, a Grécia caminhou para a democracia e buscou maior integração com a Europa Ocidental.

  • Em 1981, entrou na Comunidade Econômica Europeia (CEE), reforçando seu alinhamento ao bloco capitalista.


Em resumo: a Grécia foi um dos primeiros palcos da Guerra Fria, servindo como teste da política de contenção dos EUA. Sua posição geográfica e disputas regionais (sobretudo com a Turquia e em Chipre) deram ao país um papel estratégico muito maior do que seu tamanho sugeriria.

Quer que eu monte um mapa com as regiões de influência e pontos estratégicos da Grécia na Guerra Fria para visualizar melhor?

1. Localização estratégica da Grécia

  • O filme destaca a importância geopolítica do Mediterrâneo oriental.

  • A Grécia aparece como palco de disputas entre Ocidente e Oriente durante a Guerra Fria, em especial no Mar Egeu, ponto crucial para o controle de rotas marítimas e de comunicação da OTAN.


2. Tecnologia militar sensível

  • O enredo gira em torno da disputa pelo sistema ATAC (Automatic Targeting Attack Communicator), um dispositivo de controle de submarinos nucleares britânicos.

  • A trama mostra a preocupação de que esse tipo de tecnologia caísse em mãos soviéticas, refletindo o clima de espionagem e de corrida tecnológica/militar típico da época.


3. Ecos da história recente da Grécia

  • O filme foi lançado poucos anos após o fim da Ditadura dos Coronéis (1967–1974), um regime militar apoiado pelo Ocidente por seu caráter anticomunista.

  • Ao situar parte da ação em mosteiros da Grécia e no mar grego, o filme transmite uma ideia de “fronteira do Ocidente”, onde se trava a luta contra a infiltração soviética.


4. A rivalidade com a União Soviética

  • O vilão, que busca vender o ATAC aos soviéticos, reforça o imaginário da época: a Grécia como um território de espionagem e influência, cobiçado pelo bloco comunista.

  • Isso ecoa o papel da Grécia real durante a Guerra Fria: embora fosse membro da OTAN, era considerada vulnerável à pressão soviética e às instabilidades políticas internas.


5. Simbolismo cultural e político

  • O uso de locais icônicos gregos (como Meteora e o Mar Egeu) não é só estético: simboliza a Grécia como um ponto de encontro entre tradição e modernidade, mas também entre democracia ocidental e ameaças externas.

  • No filme, a Grécia aparece como espaço de resistência contra agentes que tentam enfraquecer a segurança do Ocidente.


Em resumo: For Your Eyes Only comunica, através da ação e do cenário, a percepção da Grécia como fronteira estratégica do mundo ocidental na Guerra Fria, um território onde se jogavam disputas tecnológicas, militares e políticas entre OTAN e URSS.



1. Localização estratégica da Grécia

  • O filme destaca a importância geopolítica do Mediterrâneo oriental.

  • A Grécia aparece como palco de disputas entre Ocidente e Oriente durante a Guerra Fria, em especial no Mar Egeu, ponto crucial para o controle de rotas marítimas e de comunicação da OTAN.


2. Tecnologia militar sensível

  • O enredo gira em torno da disputa pelo sistema ATAC (Automatic Targeting Attack Communicator), um dispositivo de controle de submarinos nucleares britânicos.

  • A trama mostra a preocupação de que esse tipo de tecnologia caísse em mãos soviéticas, refletindo o clima de espionagem e de corrida tecnológica/militar típico da época.


3. Ecos da história recente da Grécia

  • O filme foi lançado poucos anos após o fim da Ditadura dos Coronéis (1967–1974), um regime militar apoiado pelo Ocidente por seu caráter anticomunista.

  • Ao situar parte da ação em mosteiros da Grécia e no mar grego, o filme transmite uma ideia de “fronteira do Ocidente”, onde se trava a luta contra a infiltração soviética.


4. A rivalidade com a União Soviética

  • O vilão, que busca vender o ATAC aos soviéticos, reforça o imaginário da época: a Grécia como um território de espionagem e influência, cobiçado pelo bloco comunista.

  • Isso ecoa o papel da Grécia real durante a Guerra Fria: embora fosse membro da OTAN, era considerada vulnerável à pressão soviética e às instabilidades políticas internas.


5. Simbolismo cultural e político

  • O uso de locais icônicos gregos (como Meteora e o Mar Egeu) não é só estético: simboliza a Grécia como um ponto de encontro entre tradição e modernidade, mas também entre democracia ocidental e ameaças externas.

  • No filme, a Grécia aparece como espaço de resistência contra agentes que tentam enfraquecer a 


📌 Contexto da Guerra Civil Grega (1946–1949)

  • Após a Segunda Guerra Mundial, a Grécia mergulhou em uma guerra civil entre:

    • Monarquistas/governistas (apoiados por Reino Unido e, a partir de 1947, pelos EUA);

    • Comunistas (com apoio indireto da Iugoslávia, Albânia e Bulgária).

  • Essa guerra foi considerada o primeiro grande “conflito por procuração” da Guerra Fria — ou seja, um confronto indireto entre EUA e URSS.

  • A vitória do governo grego (com massiva ajuda americana) foi vista como um sucesso da política de contenção do comunismo.

📌 Efeitos duradouros na imagem da Grécia:

  • A Grécia passou a ser considerada um “bastião” do Ocidente nos Bálcãs.

  • Seu território e política interna foram vigiados de perto pelas potências ocidentais (especialmente durante e após a Ditadura dos Coronéis – 1967–74).

  • A OTAN valorizava a posição da Grécia como ponto de vigilância do flanco sudeste europeu.

📽️ Ligação com For Your Eyes Only (1981)

Agora, pulamos para o filme. Embora For Your Eyes Only seja uma ficção, ele está carregado de mensagens políticas implícitas, refletindo a mentalidade da Guerra Fria:

  1. Grécia como campo de disputa estratégica:

    • O filme mostra agentes tentando recuperar o sistema ATAC antes que caia em mãos soviéticas.

    • Essa narrativa remete ao clima pós-Guerra Civil Grega: a constante vigilância e o medo de que tecnologias, informações ou territórios gregos pudessem ser usados pela URSS.

  2. Paisagens simbólicas e locais históricos:

    • As cenas filmadas nos monastérios de Meteora têm um forte peso simbólico.

    • Representam a espiritualidade, a antiguidade e a resistência grega — contrapondo-se à “ameaça moderna” da dominação comunista ou estrangeira.

    • Isso ecoa o papel da Grécia na Guerra Civil como defensora da “civilização ocidental” contra o avanço do comunismo.

  3. Presença ocidental:

    • James Bond, como agente britânico, simboliza o envolvimento do Ocidente na proteção da Grécia — da mesma forma que britânicos e depois americanos se envolveram militarmente no país nos anos 1940.

    • A mensagem é clara: o Ocidente continua vigilante na região, assim como esteve desde a Guerra Civil.

🎯 Conclusão:

A ligação entre a Guerra Civil Grega e For Your Eyes Only está na maneira como ambos projetam a Grécia como um espaço disputado entre forças ocidentais e ameaças externas (no caso do filme, a URSS). O cinema de espionagem atua como uma extensão da geopolítica: reforça a ideia de que a Grécia, mesmo décadas após sua guerra civil, ainda é uma peça-chave no “tabuleiro da Guerra Fria”.

🎬 1. A cena final — Margaret Thatcher no telefone

No encerramento do filme, após James Bond destruir o sistema ATAC (para evitar que caia em mãos soviéticas), o governo britânico tenta parabenizá-lo por telefone. Do outro lado da linha está... a primeira-ministra, representada por uma atriz imitando Margaret Thatcher.

Ela aparece em sua residência oficial (10 Downing Street), falando ao telefone com Bond, enquanto seu marido Denis Thatcher (também satirizado) está ao lado.

Mas Bond não atende pessoalmente — em vez disso, ele manda um papagaio responder. A cena termina com a primeira-ministra parecendo tola, mandando "beijinhos" ao telefone.

🎭 2. Interpretação da cena

Embora cômica, essa cena tem múltiplos sentidos:

- Crítica sutil à imagem pública de Thatcher:
O filme satiriza a figura de Thatcher como alguém fora de sintonia com o que realmente está acontecendo em campo. Isso pode ser visto como uma crítica à sua postura rígida, autoritária ou teatral.

- 🕵️‍♂️ Reforço da independência de Bond:
James Bond, como símbolo do herói britânico, rejeita o formalismo político e age por conta própria — mesmo quando isso significa contrariar as ordens do governo. Ao ignorar a ligação de Thatcher, o filme mostra que Bond está acima da política.

- 🗺️ Reflexo do papel britânico na Guerra Fria:
A Grã-Bretanha, sob Thatcher, buscava reafirmar sua relevância internacional. A cena brinca com essa tentativa de “comandar” uma situação que, no fim das contas, está sendo resolvida por agentes em campo.

🧊 3. Thatcher e o clima da Guerra Fria

Embora a aparição de Thatcher seja breve e caricatural, ela reforça a ambientação do filme:

  • O vilão do filme tem laços com a KGB.

  • A disputa pelo ATAC envolve a supremacia militar entre Leste e Oeste.

  • A figura de Thatcher simboliza o Reino Unido alinhado firmemente com os EUA contra a União Soviética.

✅ Resumo

  • Margaret Thatcher aparece em For Your Eyes Only como uma personagem satírica no final do filme.

  • A cena serve como alívio cômico, mas também como comentário político: sobre o papel da liderança britânica, a autonomia dos agentes secretos e o estilo autoritário de Thatcher.

  • Ao mesmo tempo, reforça o pano de fundo da Guerra Fria e a preocupação com o equilíbrio de poder entre os blocos.






1977 - O Espião Que Me Amava

"O Espião que me Amava" (The Spy Who Loved Me), de 1977, é o décimo filme da franquia, continuando com o ator britânico Roger Moore no papel principal, trazendo de volta a direção de Lewis Gilbert, o mesmo de "Com 007 só se Vive Duas Vezes"



Considerado por muitos como o melhor filme da franquia, é
 baseado no nono livro de Ian Fleming, de 1962, do qual foi aproveitado apenas o título e não o enredo, já que o escritor não ficou satisfeito com o resultado do livro, cogitando inclusive matar o personagem.



Apesar de o mundo estar vivendo um contexto de Guerra Fria e corrida nuclear, a história vai trazer uma parceria entre União Soviética e Inglaterra contra um inimigo em comum: o excêntrico vilão Karl Stromberg, um dos homens mais ricos do mundo e dono de uma empresa de navios petroleiros, a Stromberg Shipping Line.


O filme começa com James Bond concluindo uma missão na Áustria numa espetacular fuga esquiando nos Alpes austríacos, sendo perseguido por agentes russos que estavam buscando o mesmo objetivo: descobrir pistas de quem estava por trás do desaparecimento de seus submarinos nucleares. Bond havia conseguido os documentos que levariam a essas pistas e, durante a fuga, ele acaba matando um importante espíão russo, Sergei Borzov.

O bilionário Karl Stromberg possui um enorme desprezo pela humanidade e pelos seus vícios, mas tem um imenso fascínio pelo oceano, pela ciência e pela vida subaquática. 

Ele nasceu com uma anomalia nas mãos, a Sindactilia, onde o bebê possui os dedos unidos, causando a aparência de nadadeiras (mesma doença do personagem do Pinguim, de Batman). Ele é uma espécie de versão maligna do Capitão Nemo, personagem de Julio Verne no livro "Vinte Mil Léguas Submarinas".

Diferente dos outros vilões que querem dominar o mundo, o objetivo de Stromberg não é esse, e sim destruir a humanidade terrestre e criar uma nova sociedade que habita as profundezas do oceano. Ele vive uma luxuosa e tecnológica plataforma marinha submersa, mas que também pode subir à superfície, a Atlantis.


Para colocar o seu plano em prática ele decide sequestrar o submarino russo Potemkim para atacar Nova York e um submarinos inglês para atingir Moscou, fazendo com que os países pensem que foram alvos de seus rivais da Guerra Fria, dando início assim a uma guerra nuclear que destruiria a humanidade na superfície do planeta. 

Para isso ele contrata os serviços de dois cientistas que desenvolvem uma tecnologia, um Sistema de Rastreamento de Submarinos, através do reconhecimento de assinatura por calor, usando satélites com detector de infra vermelho que poderiam detectar um míssil nuclear pelo calor de sua calda e pelas ondas emitidas.

Cientes de que há um inimigo em comum a KGB e o MI6 decidem trabalhar juntos, unido o agente 007 com a espiã russa Major Anya Amasova, a Agente XXX, vivida pela atriz americana Barbara Bach, que, anos mais tarde na vida real veio a se tornar esposa do beatle Ringo Starr.




Logicamente que essa parceria vai resultar em um tórrido romance entre os dois espiões. Acontece que aquele espião russo, o Sergei Borzov, era um grande amor de Anya, e ela tinha jurado se vingar do assassino de seu amado. Mais tarde ela vem a descobrir que tratava-se de James Bond, seu atual parceiro e amante.

O primeiro país que a dupla viaja para começar as investigações é o Egito, pois um empresário local está vendendo um microfilme com informações sigilosas a respeito do Sistema de Rastreamento de Submarinos na cidade do Cairo.

Ciente dos planos das agências de Inteligência, Stromberg coloca seus capangas para matarem os Bond e Anya, entre eles o marcante e assustador Jaws, um gigante de 2,18m de altura que usava uma dentadura de aço capaz de mastigar qualquer material. O personagem de Jaws fez tanto sucesso que iria voltar no filme seguinte, "007 Contra o Foguete da Morte".


No Cairo, além das belíssimas locações arqueológicas no Cairo e em Luxor, o filme traz uma apresentação da dança Sufi, uma prática mística e filosófica dentro da religião islâmica. Na trilha sonora traz uma homenagem à música tema do filme "Lawrence da Arábia", que também se passa no Egito.


Em seguida o casal vai para a ilha da Sardenha, na Itália, onde ficava a plataforma Atlantis, disfarçados de biólogos interessados na vida marinha. Mas logo são reconhecidos e escapam em um veículo que foi adaptado por Q para se tornar um carro anfíbio, ou seja, que poderia funcionar como um submarino. O veículo era o Lotus Esprit S1, símbolo de modernidade na época, e que depois veio a ser homenageado na animação "Meu Malvado Favorito 2"


Já em segurança novamente, os agentes se unem a oficiais da marinha britânica em um submarino que é então também engolido pelo navio petroleiro Liparus, que estava sequestrando os outros submarinos. 



Algo semelhante, só que no espaço, já havia ocorrido no filme de número 5, "You Only Live Twice", com um foguete do vilão Blofeld está engolindo as cápsulas espaciais americanas.


Aliás, nesse filme nem Blofeld e nem a SPECTRE aparecem como antagonistas, devido a problemas com direitos autorais.

Após serem capturados os agentes protagonizam as cenas que  trazem o ápice do confronto entre os oficiais dos submarinos sequestrados, então libertados por Bond, e o exército de Stromberg, que foge para Atlantis com Anya. Após desviar as rotas dos submarinos no ultimo segundo e evitar a catástrofe nuclear, Bond segue para a Atlantis para salvar Anya em uma moto aquática, a Wetbike, um protótipo do que viria a ser o jet ski futuramente.

Ali se dá o confronto final de Bond com o gigante Jaws para libertar a agente russa, a destruição de Atlantis e de seu criado. Bond e Anya saem sãos e salvos em uma cápsula onde ela desiste da sua vingança pessoal.










1465 - A Filha do Fazedor de Reis

 Voltando à história da Inglaterra durante à Guerra dos Primos ou Guerra das Rosas, agora sob a perspectiva de Anne Neville, personagem principal e narradora em primeira pessoa do livro "A Filha do Fazedor de Reis", de Philippa Gregory.



A história de Anne também está contada na série "A Rainha Branca", que é baseada nos 03 livros da Philippa Gregory. 



Anne Neville (1456 - 1485) foi a rainha consorte da Inglaterra durante os anos de 1483 e 1485, esposa do controverso Rei Ricardo IV, da dinastia Plantageneta da casa de York, que tinha a rosa branca como símbolo.

Filhas do Conde Warwick, Richard Neville e da Condessa Ana Beauchamp, Anne e sua irmã mais velha Isabel, as duas riquíssimas herdeiras tiveram uma vida intensa, porém bastante curta. Anne morreu aos 28 anos e Isabel aos 25 anos de idade.

As duas casaram-se com dois irmãos do então rei Eduardo IV, Ricardo e George, respectivamente, porém, devido à ambição desmedida de seu pai, conhecido como o "fazedor de reis", serviram como moeda de troca e como peças de um tabuleiro no jogo pelo poder.





Pelo mesmo motivo, acabaram caindo em desgraça por terem sido colocadas pelo destino no caminho de da então rainha consorte, Elizabeth Woodville, a "Rainha Branca", esposa de Eduardo IV.

O cenário da vida de Anne foi a Guerra das Rosas, entre as duas família de primos, Lancaster e York, ambas da dinastia Plantageneta. Essa guerra já foi comentada na postagens sobre o Rei Ricardo III.

Seu pai, o Conde Warwick, era uma figura chave, o mestre das alianças, que ora apoiava os York, ora apoiava os Lancaster, conforme a sua conveniência. Ele havia sido tutor dos três irmãos York, Eduardo, George e Ricardo, durante a infância dos meninos, que o adoravam como a um irmão mais velho, e que cresceram junto com Anne e Isabel até a adolescência. Ele os ensinou tudo sobre a guerra e as regras, ou leis da cavalaria. 

Durante esse período o rei da Inglaterra era Henrique IV, da casa Lancaster, e ele era casado com a temida rainha Margarida d'Anjou. Porém, o rei sofria de problemas de saúde e mentais, que o deixavam numa espécie de coma por vários meses. Quem estava governando em seu lugar era Margarida, o que desagradava os súditos devido à sua crueldade.

Richard conspirou até que conseguiu colocar Eduardo, o mais velhos dos irmãos no trono da Inglaterra, com o acordo com a França de que Eduardo se casaria com a filha do rei francês.

Mas Eduardo, então com 19 anos, voltado vencedor da batalha que o colocou no poder, encontra na estrada uma belíssima viúva com dois filhos, a plebeia Elizabeth, e se casa às escondidas com ela imediatamente, desagradando toda a sua família e principalmente Richard.







1543 - Firebrand - O Jogo da Rainha

 O filme "Firebrand - O Jogo da Rainha", de 2023, do diretor brasileiro Karim Aïnouz, gira em torno da biografia da rainha consorte Katherine Parr, sexta e última esposa do rei da Inglaterra Henrique VIII, da dinastia Tudor, no século XVI, entre os anos de 1543 e 1547.




Trazendo a bela atriz sueca Alicia Vikander e o ator Jude Law, totalmente irreconhecível no papel do rei que já estava no final de sua vida e passando por uma total decadência física e mental, o filme retrata o ambiente perigoso e delicado que era viver ao lado de Herinque. Paranoico, ele já havia mandado decapitar outras duas esposas e a qualquer mínima suspeita ou insatisfação o destino de Katherine poderia ser o mesmo. 

Casando-se aos 31 anos de idade, ela precisou de muita sabedoria e paciência com o rei sendo praticamente sua enfermeira cuidando das feridas e da saúde frágil de Henrique, além de ter que ser uma hábil estrategista para se manter fiel às suas convicções religiosas (ela escrevia seus próprios livros de orações), conservar o interesse do rei sem despertar nele a ira implacável que ele teve com as outras esposas. Ela cuidava muito bem  dos três filhos de Henrique e era próxima da jovem Elizabeth, e também foi regente do país enquanto o rei estava em expedições militares contra a França.

Dessa forma, Katherine sobreviveu a Henrique, e uma frase foi cunhada a esse respeito:

"Divorced, beheaded, died. Divorced, beheaded, survived." (Divorciada, decapitada, morreu. Divorciada, decapitada, sobreviveu.)

O filme é baseado no livro "Queen's Gambit", de 2014 da escritora Elizabeth Fremantle, que em 2024 escreveu também o o livro "Firebrand: A Novel o Katherine Parr".





2027 - V de Vingança

Num futuro distópico após uma guerra e uma pandemia que assolaram o planeta, a Inglaterra se mantem como um país organizado, porém dominado por um governo totalitário. 

"V", uma vítima de experiências biológicas, sobrevivente de um campo de concentração, desfigurado e com modificações em seu organismo que lhe dão uma habilidades extraordinárias, passa anos planejando sua busca por justiça, ou vingança.

Inspirado no revolucionário Guy Falkes, participante da Conspiração da Pólvora de 1605, e usando uma máscara desse conspirador, V tem o objetivo de acabar com o sistema vigente, realizando o que Falkes não chegou a conseguir: explodir o parlamento britânico.



Baseada no HQ de Alan Moore e David Lloyd, e lançado em 2006, o filme "V de Vingança", do diretor James McTeigue, lançado em 2005, traz a atriz Natalie Portman no papel de Evey Hammond, uma moça que sensível que trabalha na rede de televisão estatal, que irá balançar o coração e as intenções de V, mas que também será profundamente transformada por ele e por sua visão de mundo. Ele a salva de um ataque nas ruas e a leva para apreciar seu primeiro grande ataque: a explosão do tribunal Old Bailey, ao som de "1812 Overture”, de Tchaikovsky.

O partido que governa a Inglaterra é o Norsefire (Fogo Nórdico), e seu lema (moto) é: "Força através da Unidade. Unidade através da Fé." É liderado pelo chanceler (o Cabeça), Adam Sutler, inspirado em Adolf Hitler. 

O planeta teve a população reduzida por um vírus chamado "Santa Maria" e a Inglaterra, devido à localização geográfica favorável, em uma ilha, não chegou a ser tão afetada. Posteriormente descobre-se que o vírus havia sido criado pelo próprio governo, como forma de manipulação da população.

No passado, "V" foi  prisioneiro do Centro de Detenção Larkhill e ficava no quarto de número 5, em algarismo romano "V". Por isso adotou esse codinome. Cinco anos atrás, no dia 05 de novembro, ele consegue colocar fogo e destruir o complexo Larkhill, de onde foge e passa a viver às escondidas na "Galeria das Sombras", base subterrânea onde ele se instala e de onde planeja sua vingança.

Evey perdeu seus pais durante a guerra e seu irmão também foi morto em Larkhill. Em campos de concentração com esse eram enviadas as pessoas que o governo considerava como "indesejáveis".

Após um ataque à sede da TV , "V" vem a público dizer que dali a um ano, no próximo 5 de novembro, ele iria concretizar seu objetivo, explodindo o parlamento britânico, o que dá início à uma caça pelo seu paradeiro e esconderijo. Por sua vez, "V" também começa a perseguir e assassinar todos os membros que participaram da ascensão do partido no passado e que foram responsáveis pela sua transformação.

O filme faz algumas citações e referências às obras de Shakespeare:

- "Faço tudo o que faz um homem. Quem faz mais deixa de sê-lo". De "Macbeth", quando Macbeth está conversando com usa esposa que tenta convencê-lo de matar o rei Duncan.

- "E assim cubro a minha infâmia manifesta com estranhos farrapos das Sagradas Escrituras,  e semelho a um santo, quando faço de diabo o mais que posso." de "Ricardo III",  quando está contratando a morte de seu irmão, Duque e Clarence.

- Evey fala que quando criança encenou a peça "Noite de Reis" (A Décima Segunda Noite)

Faz também menção à obra de Alexandre Dumas: "O Conde de Monte Cristo", quando assiste ao filme de 1961 que apresenta a Evey, e de Charles Dickens, "A Christimas Carol", com o personagem Fantasma do Natal Passado.

O filme é claramente "de esquerda", politicamente falando, criticando todos os elementos que minimamente fazem referência ao conservadorismo e à direita política, como por exemplo a Igreja (com o comportamento execrável do vigário Liliman), associando símbolos de direita com fascismo.





1605 - Gunpowder

Durante o reinado de James I, da dinastia Stuart, Inglaterra, em 1605, a perseguição aos praticantes da religião católica iniciada no reinado de Elizabeth I, intensificou-se, com punições severas e bastante violentas àqueles que fossem descobertos praticando sua fé.




Um grupo de fiéis, revoltados com essa situação após a morte de familiares, liderado por Robert Catesby e Guy Fawkes, decide agir de forma também violenta, elaborando um plano que por muito pouco não veio a ser concretizado: explodir o parlamento britânico durante uma visita do rei para a abertura dos trabalhos, utilizando dezenas de barris de pólvora em uma adega de vinhos que ficava no subsolo. 

O que ficou conhecido como "Conspiração da Pólvora" foi descoberto nas vésperas do planejado e frustrou o ataque desesperado do grupo. Ele está retratado na minissérie de 3 capítulos "Gunpowder", de 2017, dirigida por J. Blakeson, trazendo atores como Kit Harington como Robert Catesby e Liv Tyler.

Guy Fawkes inspirou o personagem mascarado protagonista do filme "V de Vingança".

Robert Catesby foi de fato um antepassado do ator Kit Harington, o memorável Jon Snow, de Game of Thrones, e que inclusive carrega o sobrenome, pois seu nome completo é Christopher Catesby Harington. 

1040 - Macbeth: Ambição e Guerra

Lançado em 2015 e dirigido pelo australiano Justin Kurzel, "Macbeth: Ambição e Glória" é mais uma montagem cinematográfica da tragédia de William Shakespeare, escrita em 1606, que narra a queda moral do rei escocês Macbeth e de sua amada esposa, Lady Macbeth, ambos movidos pela ambição.



Baseada nas Crônicas e Inglaterra, Escócia e Irlanda, trata-se de uma estória fictícia, inspirada em eventos e personagens reais, que se passa na Escócia, ano de 1040. O país é governando pelo honrado Rei Duncan, pai de Malcolm, príncipe de Cumberland, e de Donalbain.

Em Fife, uma das regiões do país, o lorde da Noruega (viking) sob o comando de Sweno, Reio da Noruega, dá início a um conflito, apoiado pelo impiedoso Macdonwald, Barão de Cawdor, das Ilhas Ocidentais, traidor dos escoceses. 

Porém, o general Macbeth, Barão de Glamis e primo do rei Duncan, juntamente com o General Banquo, derrotam bravamente a insurreição. Macbeth é chamado de noivo de Belona, a Deusa da Guerra, romana de origem etrusca de onde vem o termo "bélico. Seu castelo fica em uma região aprazível em Inverness.

Voltando vitoriosos da batalha, quando estavam passando por um pântano, entre trovões e relâmpagos, Macbeth e Banquo se deparam com três "Mulheres Esquisitas": três irmãs bruxas, seguidoras da deusa Hécate, que proferem duas profecias, uma para cada um dos dois homens. 

Sobre Macbeth, a quem saúdam como se ele fosse o Barão de Cawdor, elas dizem que ele será rei.

Sobre Banquo, elas chamam de "menos feliz e, no entanto, muito mais feliz", seus filhos viriam a ser reis, embora ele não o seria. 

Aquelas profecia tocam profunda e perturbadoramente o coração de ambos.

Enquanto isso, no acampamento perto de Forres, o rei Duncan e os nobres aliados recebem um soldado ferido vindo dessa batalha e que relata tudo o que se passou. Como gratidão a Macbeth pela bravura,o rei decide executar Macdonwald e transferir para Macbeth o título de Barão de Cawdor, como haviam profetizados as bruxas.

Macbeth escreve uma carta para sua esposa e ela desperta uma ambição ainda mais desmedida que a dele, chegando a suplicar para as forças do mal para que lhe deem a frieza necessária para atingir seu objetivo. O Rei Duncan decide visitar Inverness, passando uma noite no castelo de Macbeth. Lady Macbeth quando fica sabendo da chegada do ilustre visitante, determina para si e para o marido que o rei não chegará a ver a luz do dia.

Macbeth titubeia diante da perturbadora proposta de sua esposa, e se vê incapaz de cometer qualquer ato de traição contra seu primo e seu rei, que foi tão amável e generoso com ele, infringindo a sagrada lei da hospitalidade cometendo um dos piores crimes que é o regicídio. Mas Lady Macbeth, habilidosa com as palavras e com a sedução, enche de motivação o coração de seu marido. 

Cumprindo o plano à risca, ela coloca uma poção no vinho dos seguranças do rei, deixando o caminho livre para que Macbeth o ataque no meio de uma noite pavorosa, de fortes ventos e que deixaram até mesmo os animais descontrolados.

Aterrorizado com o ato cometido após ver em delírio uma adaga flutuando em sua frente em direção aos aposentos do rei, Macbeth volta com as mãos cheias de sangue e com as armas que pegou dos seguranças do rei para assassiná-lo. Lady Macbeth vendo que seu marido está em estado de choque pega ela mesma as adagas e vai ao quarto para deixar as provas do crime e a cena mais convincente para que todos pensem que foram os guardas que o mataram por encomenda de um traidor. 

Pela manhã, a culpa acaba caindo sobre os filhos de Duncan, Malcolm e Donalbain. Percebendo a trama contra o pai os dois fogem, o primeiro para a Inglaterra e o segundo para a Irlanda, ficando Macbeth como o parente mais próximo a assumir o trono da Escócia.


A sede do reino ficava na cidade de Scone, para onde parte Macbeth e sua comitiva, para vestir o manto real.

Já o corpo de Duncan segue para Colmekill, onde jazem seus antepassados.

Conspiração da Pólvora

Sorte / Heroísmo  / Justiça / Estado / Destino / Paraíso / Ambição / Noite / Dia / Escuridão / Luz / Terra / Céus / Honra / Graça Divina / Vida / Morte / Apocalipse / Templo / Inferno / Diabo / Netuno / Medusa / Sono / Amém / Natureza / Tarquínio (último rei de Roma) / Hécate (deusa das feiticeiras) / Assassínio / Medo.

"Dormir, nunca mais! Glamis matou o Sono, e, portanto, Cawdor não mais dormirá. Macbeth não mais dormirá."

"O belo é podre, e o podre, belo sabe ser."

"...sim, sentiu medo como uma água diante de um pardal."

"pareciam canhões supercarregados, prontos para tiros duplos."

"Tão feio e tão lindo, dia assim eu nunca tinha visto."

"... no intuito de conduzir-nos até a destruição, os instrumentos de Satã contam-nos verdades, só para trair-nos em consequências as mais profundas."

"Que o olho se feche ao movimento da mão."