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Rebelião em Alto Mar

 Filme de 1984, do diretor neozelandês Roger Donaldson, ilustra o texto abaixo, de Vitor Grané Diniz da página "Noites de Cinema" - , a respeito do motim a bordo do navio HMS Bounty, uma história real ocorrida em 1787.




Filmes sobre o Bounty

Até hoje já foram realizados alguns filmes sobre a revolta do Bounty, os principais foram: O grande motim (1935), O grande motim (1962) e Rebelião em alto mar (1984). O primeiro foi um enorme sucesso e é considerado o melhor, com um forte elenco encabeçado por Charles Laughton, Franchot Tone e Clark Gable. Gable fez o papel de Fletcher Cristian, o astro apresenta o personagem de forma viril e heroica, que lidera o motim com pulso firme e convicção, bem diferente do que faria Marlon Brando anos depois. Nesse sentido, a versão de Fletcher Cristian interpretada por Mel Gibson no filme de 1984 está muito mais próxima à versão de Brando do que de Gable. Tanto no filme de 1962 quanto no de 1984, Fletcher Cristian se vê em um beco sem saída, tomado pelo desespero e por um sentimento de revolta, ele toma a posse do navio sem creditá-lo com um ato heroico. Aliás, a versão de 1984 é amplamente considerada por críticos e especialistas como a mais fiel aos fatos, pois nesse filme não há heróis ou vilões, mas sim excessos e exageros de ambos os lados, o capitão Bligh, interpretado por Anthony Hopkins é mais “humanizado” do que nas versões de Charles Laughton e Trevor Howard.

Dentre as três versões, pode-se dizer com certeza, que a de 1962 é a que mais se distancia dos fatos reais, basta comparar os finais dos três filmes, o único em que Fletcher Cristian morre é na versão com Marlon Brando, ele falece na praia em meio à sua esposa e amigos, uma morte muito poética com diálogos existencialistas e humanistas, onde ele expõe sua generosidade, dignidade e amor. Porém ainda assim, a morte retratada no filme é bem diferente da vida real, a versão oficial conta que Fletcher Christian morreu assassinato por outros habitantes da ilha em 1793. No filme, Fletcher morre após tentar recuperar alguns objetos do Bounty, que estava sendo destruído pelo fogo. Já nas duas outras versões, é o próprio Fletcher Cristian que ateia fogo no navio. Nunca se soube o verdadeiro destino do amotinado, por isso ele não é especificado nos filmes de 1935 e de 1984, apenas na versão de 1962.


Texto de Vitor Grané Diniz, página "Noites de Cinema" (Facebook e Instagram)

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